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SINTERGÉTICA PARADIGMA DA SÍNTESE

A beleza, o simples e o complexo do paradigma sintergético reside no seu sincretismo, na sua flexibilidade conceptual, no seu arranjo caleidoscópico. É orgânico e como um organismo vivo, em contínuo crescimento, expansão e desenvolvimento. Integra simultaneamente diferentes níveis de percepção e processamento da realidade.

Para além da complexidade de termos como Hólon, Tensegridade, Sintopia, Entelequia, Creoda, vamos entender de forma simples que o todo é mais do que a soma das partes (Aristóteles) e que cada parte, cada indivíduo, revela qualidades próprias diferentes quando se relaciona com outros indivíduos e com outras totalidades. Qualidades que não são aparentes em contextos diferentes, em relação a sistemas diferentes. Nós, como pais brincalhões de um bebê de 9 meses, temos comportamentos e atitudes que muitas vezes nossos colegas de trabalho não imaginariam. Cada papel nos revela e nos transforma em conjuntos dinâmicos e adaptativos.

Por isso, o paradigma da Sintergenética pode ser abordado de diversos ângulos gerando diferentes perspectivas. O observador completa o que é observado e o mesmo resultado pode ser obtido transferindo diferentes rotas de interconexão naquela rede interna de comunicação e coordenação em que circuitos redundantes que utilizam diferentes sistemas de condução de sinal, diferentes rotas de comunicação, complementam-se e reforçam-se mutuamente para que o propósito comum do organismo, do sistema, do grupo, da espécie, do aprendizado evolutivo, seja uma conquista garantida.

Portanto, seu olhar e sua forma de processar as informações podem ser dedutivos, indutivos ou intuitivos. Pode ser lógico, analítico, contextual ou sintético. A floresta sempre te chamará desde a árvore e o átomo desde a floresta, da árvore, da folha, da molécula para se integrar em uma totalidade ordenada naquele espaço vibrante e inteligente que chamamos de biocampo. Com esse visual, suas ações serão inteligentes e consistentes.

Aprendamos, então, a olhar para o específico, a considerar a beleza, o lugar, a função do particular, a compreender o papel do componente, sua natureza individual e a revelação que ocorre nessa parte quando ela se relaciona com um totalidade sistêmica, com seu contexto biológico, emocional, social, espiritual.

Aprendamos, então, a navegar em contextos, em espaços globais multi-sistêmicos, compreendendo a forma como um propósito comum se condensa e se traduz em termos da parte / partícula, do indivíduo e das suas necessidades na perspectiva da totalidade que o determina.

Vamos integrar a totalidade e a individualidade através das pontes sutis de suas complexas relações, vamos entender seus diferentes níveis de articulação, sua ordenação hierárquica funcional sem nos perdermos na ambiguidade das generalizações bem intencionadas ou na tendência separatista dos olhares voltados para o imediato, na mera sobrevivência do indivíduo e de seus desejos.

Voemos integrando a largura do horizonte enquanto visualizamos na massa da selva, as linhas sutis que as criações do tempo traçam em suas sinuosidades ondulantes e que sugerem caminhos de menor resistência e maior eficiência para o sagrado ato terapêutico. Acreditamos constantemente neste novo e revolucionário paradigma como um testemunho vivo em cada ato, em cada palavra, em cada gesto cotidiano de nossas vidas.

Juan Jose Lopera

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